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Title: Aditivos ionóforos para bovinos: Efeitos no metabolismo e produtividade e implicações de uso
Advisor: FACCENDA, Andressa
Authors: LEAL, Claudio Borges dos Reis
Keywords: Aditivos ionóforos - Melhoria do desempenho animal
Metano entérico - Produção
Controle dos microrganismos metanogênicos
Fisiologia ruminal - Digestão e fisiologia
Issue Date: 2025
Publisher: UFRA/Campus Belém
Citation: LEAL, Claudio Borges dos Reis. Aditivos ionóforos para bovinos: Efeitos no metabolismo e produtividade e implicações de uso. Orientadores: Andressa Faccenda; André Sanches de Ávila. 2025. 36 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Medicina Veterinária) - Universidade Federal Rural da Amazônia, Campus Belém, PA, 2025.
Resumo: A discussão sobre os impactos da ação antrópica tem tido grande relevância nas últimas décadas, sendo o agravamento do efeito estufa correlato as crescentes emissões de gases poluentes, uma das problemáticas mais debatidas. Entre os anos de 1984 e 2019, observou-se o aumento das concentrações de gás metano no ar atmosférico, aumentando de 1644,66 partes por bilhão para 1866,55 em partes por bilhão, e um dos potenciais agravantes é a associação entre os gases metano e ozônio, de modo que o ozônio está diretamente associado ao aumento de síndromes cardiorrespiratórias. A produção de metano entérico nos bovinos ocorre, em grande parte, pela ação das archeabacterias, em especial as metanogênicas, que degradam a matéria orgânica e possuem como metabólitos o gás carbônico, metano e hidrogênio livre. Como alternativa para aumento de desempenho animal, e de modo secundário diminuindo a emissão de gases causadores do efeito estufa, tem-se empregado os ionóforos. Além dos microrganismos metanogênicos, encontram-se no ambiente ruminal bactérias, fungos e protozoários, que compõem um complexo ecossistema em que cada Microrganismo desempenha funções cruciais para o pleno funcionamento do rúmen. Encontra-se em maior quantidade as bactérias, que correspondem de 70 a 80% da população microbiana, dividindose em Gram-positivas e Gram-negativas. Embora haja uma diversa população de microrganismos, as populações de archeabacterias impactam diretamente nos demais integrantes da microbiota autóctone ruminal, onde um dos mecanismos de controle dos microrganismos metanogênicos é pelo uso de aditivos ionóforos. Algumas bases farmacológicas são permitidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para uso como aditivo melhorador de desempenho, sendo os ionóforos permitidos para uso a monensina, lasalocida, narasina e a salinomicina. Diversos autores relatam a eficácia dos ionóforos para aumento do desempenho animal, seja pelo incremento da digestibilidade, ou pelas variações das proporções de ácidos graxos voláteis provenientes do processo de metabolização e que promovem melhorias no desempenho animal. Ainda assim, deve-se proceder pelo uso racional de aditivos ionóforos dentro das doses preconizadas, além de evitar o uso em espécies com maior susceptibilidade a intoxicações. Propriedades inertes dos bovinos, referente ao processo de metabolização da monensina, tornam o uso de alguns ionóforos seguros em animais durante a lactação e próximos ao para abate. Ainda assim, animais submetidos a doses elevadas de ionóforos podem manifestar sintomatologia condizente a quadros de intoxicação crônica, como incoordenação motora, diarreia, Desidratação e atonia ruminal.
Abstract: The discussion regarding the impacts of anthropogenic activity has gained significant relevance in recent decades, with the worsening of the greenhouse effect correlated with the increasing emissions of pollutant gases being one of the most debated issues. Between 1984 and 2019, atmospheric methane concentrations rose from 1,644.66 parts per billion to 1,866.55 parts per billion. One of the potential aggravating factors is the interaction between methane and ozone gases, as ozone is directly associated with an increase in ardiorespiratory syndromes. Enteric methane production in cattle occurs largely through the activity of archaebacteria, especially methanogenic ones, which degrade organic matter and produce carbon dioxide, methane, and free hydrogen as metabolic byproducts. As an alternative to improving animal performance, and secondarily, to reduce greenhouse gas emissions, ionophores have been used. In addition to ethanogenic microorganisms, the ruminal environment also contains bacteria, fungi, and protozoa, forming a complex ecosystem in which each microorganism plays a crucial role in rumen function. Bacteria are the most abundant, accounting for 70–80% of the microbial population, and are classified into Gram-positive and Gram-negative types. Despite the microbial diversity, archaebacterial populations directly influence the rest of the indigenous ruminal microbiota. One mechanism of controlling methanogenic microorganisms is through the use of ionophore additives. Certain pharmacological bases are authorized by the Ministry of Agriculture and Livestock (MAPA) for use as performance-enhancing additives, including monensin, lasalocid, narasin, and salinomycin. Several studies report the efficacy of ionophores in improving animal performance, either by enhancing digestibility or by altering the proportions of volatile fatty acids produced during microbial metabolism. Nevertheless,ionophore additives must be used rationally, following recommended dosages and avoiding use in species more susceptible to toxicity. Due to the inert metabolic properties of cattle concerning monensin, the use of certain ionophores is considered safe during lactation and in animals close to slaughter. However, animals exposed to high doses may exhibit symptoms of chronic toxicity, such as motor incoordination, diarrhea, dehydration, and ruminal atony.
URI: http://bdta.ufra.edu.br/jspui/handle/123456789/4464
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